Brick's Foundation
Para pais e mães

Está com dúvidas, quer saber como conseguir uma avaliação médica ou acabou de receber o diagnóstico? Comece aqui.

Onde quer que você esteja, você não está sozinho. Veja como o autismo é avaliado e depois os primeiros passos que ajudam, no seu ritmo.

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Conseguir uma avaliação

Como o autismo é avaliado

Não existe exame de sangue nem de imagem para o autismo. Profissionais capacitados fazem o diagnóstico observando como a criança se comunica, brinca e se comporta, e como ela se desenvolveu desde o nascimento. Você não precisa ter certeza de que seu filho é autista para pedir uma avaliação.

  1. Triagem: um questionário curto

    A triagem mostra se vale a pena fazer uma avaliação completa. Para crianças de 16 a 30 meses, muitos médicos usam o M-CHAT-R/F: 20 perguntas de sim ou não que os pais respondem em poucos minutos, disponível gratuitamente em vários idiomas em mchatscreen.com. Crianças mais velhas podem passar por triagem com outros questionários.

    Um resultado de triagem não é um diagnóstico. Uma pontuação alta significa: peça uma avaliação. Uma pontuação baixa não descarta o autismo, então, se você continua preocupado, diga isso.

  2. Encaminhamento: peça uma avaliação

    Converse com o médico de família, o pediatra ou o agente de saúde. Em alguns lugares, a creche ou a escola também podem encaminhar. Leve suas anotações e, se puder, alguns vídeos curtos de celular do que preocupa você. Peça uma cópia da carta de encaminhamento.

  3. A avaliação em si

    Uma equipe especializada, muitas vezes com um pediatra do desenvolvimento, um psiquiatra infantil ou psicólogo, e um fonoaudiólogo, geralmente:

    • conversa com você sobre o desenvolvimento do seu filho, da gravidez até hoje (muitas vezes usando uma entrevista estruturada como a ADI-R);
    • observa seu filho brincar e fazer atividades simples (muitas vezes usando o ADOS-2, que parece uma brincadeira guiada);
    • lê relatórios da creche ou da escola, e pode observar seu filho lá;
    • verifica audição e visão, e investiga outras condições que muitas vezes acompanham o autismo, como TDAH, epilepsia ou dificuldades de aprendizagem.

    Pode ser uma consulta longa ou várias mais curtas.

  4. O laudo

    Você deve receber um laudo por escrito dizendo se seu filho é autista, quais são os pontos fortes dele, de que apoio ele precisa, e recomendações para casa, escola e terapia. Peça uma reunião para revisar o laudo e compartilhe-o com a escola.

Como se preparar

  • Anote exemplos de comunicação, brincadeira, reações sensoriais e rotinas, com datas.
  • Junte relatórios da creche, da escola ou dos terapeutas.
  • Leve um brinquedo ou lanche favorito, e conte à equipe o que incomoda seu filho (barulho, luzes, espera).
  • Explique ao seu filho, de forma simples, o que vai acontecer: "Vamos brincar e conversar com umas pessoas novas."
  • Anote suas perguntas antes de ir.

Perguntas para fazer

  • Quanto tempo é a espera, e que apoio podemos ter enquanto isso?
  • Quem vai atender meu filho, e o que vão fazer?
  • Vocês vão conversar com a escola ou a creche?
  • Quando e como vamos receber o laudo por escrito?
  • O que acontece depois se meu filho tiver, ou não tiver, o diagnóstico?

Como conseguir uma avaliação onde você mora

Verificado em outubro de 2026. As regras e os prazos de espera mudam, então confirme com seu médico ou com o serviço local.

Reino Unido

O médico de família (GP), o health visitor ou a escola encaminham a criança para a equipe de autismo ou de desenvolvimento infantil do NHS local. A espera pode ser de muitos meses. Na Inglaterra você tem o Right to Choose (direito de escolher) qual serviço financiado pelo NHS vai avaliar seu filho, o que pode encurtar a espera; pergunte ao seu GP. As avaliações particulares são mais rápidas, mas pagas: confira se os profissionais são registrados (por exemplo, no HCPC) e se os serviços locais aceitarão o resultado.

Emirados Árabes Unidos

O pediatra pode encaminhar para um pediatra do desenvolvimento ou para uma equipe multidisciplinar. Em Dubai, a diretriz clínica diz que a equipe deve buscar concluir a avaliação em 2 a 4 semanas após o encaminhamento para crianças com menos de 6 anos, com um laudo por escrito para a família. Em Abu Dhabi, o Departamento de Saúde designou oito centros especializados em diagnóstico de autismo (abril de 2026): você pode agendar diretamente ou ser encaminhado pelas consultas de puericultura (Well-Child), pela creche ou pela escola, e a primeira consulta deve acontecer em até 14 dias. O Dubai Autism Center oferece avaliações gratuitas para crianças emiradenses.

Estados Unidos

A recomendação é que os pediatras façam a triagem de autismo em todas as crianças aos 18 e aos 24 meses. O diagnóstico é feito por um pediatra do desenvolvimento e comportamento, psicólogo infantil, psiquiatra ou neurologista. Você não precisa de diagnóstico para conseguir ajuda: o Early Intervention (até 3 anos) e o seu distrito escolar (a partir dos 3) são obrigados a avaliar seu filho de graça se você pedir.

Brasil

Comece pela UBS. O M-CHAT está na Caderneta da Criança para crianças de 16 a 30 meses. O diagnóstico é clínico, feito por neuropediatra ou psiquiatra, geralmente com uma equipe (psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional). O atendimento pode começar antes do diagnóstico. Peça um laudo por escrito: você vai precisar dele para a carteira CIPTEA, o apoio na escola e a cobertura do plano de saúde.

Portugal

O médico de família ou pediatra no SNS pode encaminhar seu filho para uma consulta hospitalar de pediatria do neurodesenvolvimento ou de psiquiatria infantil. Para crianças com menos de 6 anos, a equipe local de intervenção precoce (ELI) pode começar a apoiar sua família enquanto vocês esperam.

Enquanto você espera O apoio pode começar antes do diagnóstico Fonoaudiologia, terapia ocupacional e programas para pais podem começar agora. Veja as terapias e como praticar em casa. Dia a dia Sono, crises, desfralde, alimentação e segurança Dicas práticas para o dia a dia, como cuidar de você, e quando buscar ajuda urgente.
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Primeiros passos, onde quer que você esteja

Seja porque você está com dúvidas, esperando uma avaliação ou acabou de receber um diagnóstico, estes passos podem ajudar você a encontrar o caminho.

  1. Respire fundo. Seu filho é a mesma criança.

    Um diagnóstico não muda quem seu filho é. Ele dá a você um mapa melhor para entendê-lo. É normal sentir alívio, preocupação, luto, ou tudo isso ao mesmo tempo.

  2. Se você suspeita de autismo, anote o que percebe

    Anote exemplos de comunicação, brincadeira, reações sensoriais e rotinas, em casa e na escola. Leve essas anotações ao médico de família, pediatra ou agente de saúde, e peça um encaminhamento para avaliação de autismo.

  3. Não espere o diagnóstico para começar a ajudar

    As filas de espera podem ser longas. Enquanto espera, você pode adaptar sua casa, pedir apoio à escola e aprender sobre as necessidades do seu filho. No Reino Unido, as escolas devem atender às necessidades das crianças, tenham elas diagnóstico ou não.

  4. Peça o laudo por escrito e use-o

    Depois da avaliação, peça o laudo completo com as recomendações. Compartilhe com a escola do seu filho e com os profissionais que o acompanham.

  5. Converse com a escola

    Reúna-se com a pessoa responsável pela educação especial e combinem um plano juntos. Pequenas mudanças, como um espaço tranquilo ou uma rotina visual, podem fazer uma grande diferença.

  6. Aprenda com pessoas autistas

    Livros, vídeos e blogs de adultos autistas dão uma visão de dentro que os profissionais não conseguem dar. Eles podem ajudar você a entender a experiência do seu filho.

  7. Cuidado com as "curas"

    O autismo não tem cura, e alguns produtos vendidos como cura são perigosos. Desconfie de quem promete curar ou "recuperar" seu filho. Confira qualquer terapia com um profissional de saúde de confiança.

  8. Cuide de você também

    Conecte-se com outros pais, aceite ajuda e descanse quando puder. Um pai ou mãe apoiado consegue apoiar melhor o filho.

Download gratuito

O guia para pais e mães (5 páginas, PDF)

Tudo em um só lugar: cinco coisas para saber primeiro, uma lista de primeiros passos, perguntas para fazer nas consultas, apoio e direitos no Reino Unido, EUA, Emirados Árabes Unidos, Brasil e Portugal, uma página "Sobre meu filho" para compartilhar com professores e médicos, e espaços para anotações e contatos.

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Lista de primeiros passos (1 página, PDF)

Os dez passos mais importantes em uma página, para imprimir e colar na geladeira.

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Coisas que os pais costumam notar

Cada criança é diferente. Perceber alguns destes sinais é motivo para conversar com um profissional, não um diagnóstico.

  • Começar a falar mais tarde, ou se comunicar de outras formas
  • Menos contato visual, ou não atender quando é chamado pelo nome
  • Reações fortes a sons, luzes, texturas ou cheiros
  • Interesses profundos e focados
  • Precisar de rotinas e ter dificuldade com mudanças
  • Movimentos repetitivos, como balançar as mãos ou o corpo
  • Achar confusas as brincadeiras ou amizades com os outros

Perguntas para fazer nas consultas

  • O que a avaliação encontrou, e quais são os pontos fortes do meu filho?
  • Que apoio vocês recomendam em casa e na escola?
  • Meu filho deve ir a um fonoaudiólogo ou a um terapeuta ocupacional?
  • Quem é meu contato principal, e como falo com essa pessoa?
  • Quanto tempo são as filas de espera, e o que podemos fazer enquanto isso?
  • Vocês recomendam cursos para pais ou grupos de apoio?

Procure ajuda imediatamente se

seu filho perder habilidades que tinha (como palavras ou brincadeiras), parar de comer ou beber, estiver se machucando, ou se você estiver preocupado com a segurança dele. Procure seu médico, ou os serviços de emergência se for urgente.

Terapias Quais terapias ajudam, e como praticar em casa ABA, fonoaudiologia, terapia ocupacional e programas para pais explicados, o que existe no seu país, e o que fazer e não fazer em casa. Coração e autismo Autismo e coração: o que toda família deve saber A história do Lucca, e exames simples do coração que você pode pedir ao médico do seu filho.

Estas informações são gerais e não substituem a orientação de um profissional de saúde ou de educação que conheça seu filho.

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